segunda-feira, 3 de junho de 2013

Penteado: Sua Magestade, o coque.

      Quem disse que coque é coisa de vó??? Até  a princesa está usando! Bom, com um certo paradigma "quando vovó era moça" as moças usavam coque!!! 
     Lembram dos belos coques das mocinhas dos livros de Jane Austen? Cabelos soltos eram só transição (pra lavar, pentear, arrumar e quando muito no aconchego do lar...) os cabelos estavam sempre presos, com excessão das muito novinhas ou das meninas. Olha que charme...
     A influência nos tempos de Jane Auten (e de seus livros) era grega, e para cabelos isso também se estendia, com penteados que lembram as belas gregas, como Helena de Tróia, com "massa de cachos" idênticas às das heroínas dos livros. Valia também deixar um pouco solto de um lado, que também se vê bastante. 

Essa é uma figura de Helena de Tróia.
 Não é igual ao penteado de Jane Bennet
(O&P 2005) no baile de Netherfield?
    Quem leu Laura Ingalls Wilder (escritora americana 1867/1957) deve se lembrar que Laura dizia que já era uma mocinha pois seus cabelos agora não ficavam mais em longas tranças, mas presos em um coque. Meninas podiam usar vestido curto e cabelos trançados ou semi-presos, mas as moças trajavam vestidos longos e cabelos presos, até mesmo as mais novinhas.
     Ela diz que sua mãe era tão recatada a esse respeito que nem sequer mostrava as orelhas! Elas ficavam escondidas por baixo do cabelo quando ela os prendia em um coque. Quando Laura perguntava o porque disso à mãe ela dizia que não sabia, mas que sempre usara assim...
     Com o tempo, as moças começaram a soltar os cabelos  e cuidar mais deles também, então não é dificil ver até mesmo senhoras com cabelos longos e soltos, mas o tal pentedo ainda leva o preconceito de ser coisa de "véia". Puro engano, quem está observando o dia-a-dia na mídia e nas ruas pode ver o quanto as mulheres (de todas as idades) estão andando chiquérrimas com esse penteado e o must do momento são os tais coques gregos, como naqueles tempos... quem quiser aprender fazer os mais elaborados, o YouTube está cheio de tutoriais,

mas o penteado é bem eclético e tem para todos os gostos e acasiões:

  
Todo arrumadinho, baixo, tipo bailarina:
Meio despenteado, charmoso:
De ladinho:
Bem no alto da cabeça, feito com meia ou rolinhos:
Com palitinho, tipo japonês:
Com redinha:
Tipo banana, anos 60:
     Eu particularmente estou adotando! Gosto de tudo que deixa a mulher mais feminina (sabem que amo romantismo no ar), acho muito charmoso, prático, romântico, além de ficar muito bonito o ano todo: com as temperaturas mais baixas com um cachecol é muito chique e no calor, nem se fala da praticidade.
    Não esqueçam dos enfeites! Os grampinhos, trancinhas, tearinhas (viram as fotos no topo, inpiradas nos romances de Jane Austen?) estão super em alta e tiram a seriedade do penteado.
      Vamos lá! De volta ao seculo XIX!   

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Razão e Sensibilidade - brincando com um elenco brasileiro

    

      Depois da brincadeira com a escolha de um elenco brasileiro em "Orgulho e Preconceito", agora é a vez de "Razão e Sensibilidade".
     É bom lembrar que isso é uma escolha pessoal e é bem difícil escolher alguém que "caia exatamente bem" em determinada personagem.
    Tentei escolher aqueles que mais tinham a ver com minha perspectiva de cada um.  Bom, aqui vai...

    
     Mariana Ximenez ganhou o papel de Elinor Dashwood. Achei que ela tem um jeitinho delicado e ao mesmo tempo firme,  um tanto introspectiva, tipo menina ajuizada, ótimo pra uma irmã mais velha.
    
     Sophie Charlotte é Marianne Dashwood. Alguém meiga e romântica, com todo o caráter de Marianne.
    
     Irene Ravache é a Senhora Dashwood. Tem um olhar terno de uma mãe dedicada além de ser bonita como imagino que ela seja.
    
     John Dashwood seria Antônio Calloni. Me pareceu perfeito para irmão das meninas e faz bem o papel de homem submisso. Achei até que ele ficou bem de ruivo.
    
      A esposa Fanny Dashwood ficou com Carla Diaz. Imagino Fanny com olhos pequenos e  de uma beleza mediana.
    
      Mateus Solano é Edward Ferrars. Uma boa pedida para o bom moço indeciso. 
    
      Juliana Didone ficou perfeita para o pepel de Lucy Steele. Não sei bem o que me chamou a atenção para isso, mas achei uma combinção muito boa.
    
     Fiuk pra mim é Willoughby em pessoa. Me desculpem as fãs,  acho ele  com "jeitão de conquistador", mas não tenho nada contra. Acredito que não preciso dizer mais nada por ter escolhido ele para o papel.
    
     Victor Fasano seria Coronel Brandon. Ele tem um ar pacato, além de ter boa aparencia para um "gentleman". Sem dúvida,  conquistaria o coração da romântica Marianne.
     
      A Senhora Jennings é de Vera Holtz. Cara de "mãezona", carinhosa e espontânea. Daria uma excelente Mrs. Jennings.

      Eva Wilma é a "típica" Senhora Ferrars. Ela faz bem essas papéis de autoritária/orgulhosa/prepotente (embora sei que a atriz não seja assim) e tem sempre um "glamour" inconfundível no olhar.
     E vocês? Têm alguém pra competir? 
É só começar a rodar..

domingo, 26 de maio de 2013

Removendo o vírus System Care Antivirus do computador!

 
     Sei que esse tema nada tem a ver com o conteúdo do blog, mas gostaria de fazer essa resenha caso alguém venha a precisar pois foi difícil achar algo que funcionasse realmente na NET.
     Do nada, apareceu um tal "antivirus" (falso, claro) com nome de SYSTEM CARE ANTIVIRUS, que dizia que meu PC estava cheio de falhas e que precisava da ativação desse tal antivirus que era pago, claro. Logo notei que eram virus, mas não tinha nem como acessar a internet! Nada funcionava; nem meu antivirus, nem mesmo tentando apagar pelo painel de controle (esse aplicativo não aparecia lá). Tive que acessar outro PC para conseguir uma saída e mesmo assim foi um pouco trabalhoso.
     Bom, o que deu  certo pra mim (tenho o Windows XP):
  • Faça de conta que você quer mesmo obter a licença do tal "antivirus" e coloque essa chave (obtive em sites na net): AA39754E-715219CE.
  • Ele vai aceitar e "abrandar" o problema.
  • Acesse o PAINEL DE CONTROLE (INICIAR / CONFIGURAÇÕES / PAINEL DE CONTROLE)
  • Clique em ADICIONAR OU REMOVER PROGRAMAS
  • Clique em EXIBIR ATUALIZAÇÕES
  • Encontre o "antivirus" na lista e clique em REMOVER
     Deu certo, parece que agora tá tudo normal. Fica a dica...


Atualização 1...
     Um leitor também relatou que no Windows 7 ele conseguiu eliminar o "antivírus" restaurando o sistema para um ponto anterior. 

Atualização 2...
     Um outro leitor encontrou uma outra solução, verificando que o vírus cria uma pasta e um arquivo em: "C:\Documents and Settings\All Users\Dados de aplicativos\", com o nome: "9895A0C3EBAAA5AA000098950836AD74\" e um arquivo executável: 9895A0C3EBAAA5AA000098950836AD74.exe"
Deve-se mudar o nome de computador pra computador mas verificar o formato do nome.
Ele cria uma entrada também no registro do windows: "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft
\Windows\CurrentVersion\RunOnce".
Entre em modo de segurança, altere as configurações de pasta pra mostrar os arquivos ocultos, entre na pasta do endereço acima e apague a pasta com o nome suspeito, veja a data de criação da mesma pra ver se é recente, depois entre no editor de registro do Windows: regedite, localize a chave e apague.
Ficam mais essas dicas...
Imagem: tecnologiaoutonal.com.br

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mr. Darcy não era orgulhoso!!! A culpa era do colarinho!!!

     Acho que descobri um segredo que nem Jane Austen sabia!?!???!!!!!!??????
     Em nenhuma ocasião, Mr. Darcy foi orgulhoso. A culpa era do colarinho!!!
Isso mesmo!!! Do COLARINHO ENGOMADO!!!
    
     Segundo a moda masculina da época* os homens nobres e abastados utilizavam o colarinho engomado da camisa, quase sempre com as pontas viradas para cima, perto do queixo e firmadas por um lenço amarrado em redor do pescoço e isso lhes dava dificuldade em virar  de um lado para o outro fazendo com que tivessem sempre a cabeça erguida e o ar pomposo, fazendo o estilo Dândi.
     Minha conclusão é que isso era proposital, para que eles mantivessem um ar arrogante como quem não "tá nem aí" com ninguém. Percebi que Mr. Darcy foi muuuiito incompreendido, tadinho,  julgado mal, desde o início, mas lá no fundo do colarinho, sempre teve bom coração, o moço...
     Posso me explicar melhor:

  • Quando disse que Elizabeth não era suficientemente bonita para lhe tentar, com certeza a culpa não era de todo dele pois, como tinha dificuldade em virar o pescoço (por causa do COLARINHO), não havia reparado direito nela, depois de um tempo, pode olha-lá melhor frente a frente e então notou sua beleza.
  • Quando lhe fez a primeira proposta e disse aquele monte de "asneira" que ofendeu tanto Lizzie, é claro que a culpa foi do COLARINHO ENGOMADO, se pudesse virar mais o pescoço, perceberia o quanto Mrs. Bennet só pensava no bem  das filhas e que aquele comportamento "singular" das irmãs Bennet mais novas era só um "pequeno momento de tolice".
  • Mesmo quando disse a Mr. Bingley que Jane lhe era indiferente a culpa só pode ter sido do COLARINHO que não lhe permitia observar todos os detalhes dos "pombinhos", com certeza Jane deve ter demonstrado sua afeição.
     Mas... no momento em resolveu afrouxar o colarinho...
     Parece que as idéias tomaram luz...
      E tudo ficou muuuiiito mais fácil!!!
    
     Não disse?? A culpa era do colarinho engomado!     Pobre Darcy...
        Alguém discorda?!?!?!?

*mais detalhes "A moda no período Neoclássico", nos próximos post's.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dançando com Mr. Collins - O baile de Netherfield - parte final

   
     Essa foi pra contrabalancear! Explico: Para o baile de Netherfield, Elizabeth só tinha um própósito: Estar com Wickham. Sendo assim, concluímos que ela queria mesmo era dançar com Wickham e mais ninguém.
Lizzie e Wickham dançando em casa de
amigos, logo que se conheceram
     Foi pensando nisso que ela se "embonecou" e fez todo seu "make up", mas... o que ela não pretendia, sem sombra de dúvida era:
  • dançar com Mr. Darcy (aliás, já havia prometido que não faria isso)
  • dançar com Mr. Collins (pior ainda)

    A primeira, Elizabeth aceitou meio que sem pensar e foi tudo aquilo que a gente já sabe, sem contar que para nós leitores, foi A DANÇA! QUE ROMÂNTICO!!!

Lizzie e Darcy em P&P - 1995
Baile em Netherfield
    A segunda, Elizabeth não teve escolha e Mr. Collins, muito convencido de suas qualidades, já confundiu um SIM para uma dança com a certeza de um SIM para a proposta de casamento que pretendia lhe fazer, achando que Lizzie jamais recusaria tal pedido pois dessa forma seria herdeira da propriedade do pai juntamente com ele, mas... QUE ENGANO!!!

     Que tal lembrarmos as versões de 1980/1995/2005, pra escolhermos qual foi o melhor, ou sei lá, o pior, ou quem sabe o mais cômico Mr. Collins "bailarino"? 

    A de 1980, com um Mr. Collins que parecia dançar quadrilha:
    Eu fico com o Mr. Collins da versão de 1995, pra mim, foi o mais pateta...coitada de Elizabeth...
    E aqui a de 2005, com um Mr. Collins dando uma de D. Juan ou quem sabe Paulo Ricardo com seu "Olhar 43":
     Mas na visão de Elizabeth, poderiamos representar essas "três" DANÇAS ANTAGONISTAS em :
  • Mr. Wickham - A desejada
  • Mr. Darcy - A inesperada
  • Mr. Collins - A suportada

     E aos nossos olhos de humildes leitores (que não temos nada a ver com isso e quem somos nós pra dar palpite ou conselhos à inteligente e decidida Elizabeth):
  • M. Wickham - A inviável
  • Mr. Darcy - A imperdível
  • Mr. Collins - A necessária


     É queridos, temos que admitir sem falsa modestia, que dessa vez, nós leitores estávamos com a razão! O baile pode não ter sido aquela noite deslumbrante para Lizzie e Jane, mas com certeza foram esses desencontros que resultaram nos lindos encontros de finais felizes.
    Será que muitas vezes isso não acontece em nossas vidas??? A ficção copia a vida!!!

Post's relacionados:
O baile de Netherfield - parte 1 - Expectativas
O baile de Netherfield - parte 2 - A chegada do grande dia
O show dos Bennets - O baile de Netherfield -  parte 3
Consequências -  O baile de Netherfield - parte 4
Dançando com Mr.Darcy - O baile de Netherfield - parte 5
Dançando com Mr. Collins - O baile de Netherfiel - parte final