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terça-feira, 7 de agosto de 2012

As heroínas de Jane Austen foram à manicure.

     É claro que não foi de verdade, quer dizer, foi mais ou menos... Bem, foi um joguinho, uma brincadeirinha, pois sinceramente nem sou fã de esmaltes, mas quis fazer um passatempo pra quem conhece cada uma das heroínas dos livros de Jane Austen. Não coloquei todas, é claro, mesmo porque é legal equilibrar também as antagonistas, pra se ter melhor a ideia do jeito de ser das heroínas e notar melhor as diferenças, pois são muitas.
   Fiquei imaginando de quem poderiam ser essas mãozinhas...
    A modesta e recatada Fanny Price (Mansfield Park), preferiu usar só uma base.
    Anne Elliot (Persuasão) também não gosta de chamar muito a atenção (nem mesmo do Capitão Wentworth), achou que um rosa antigo seria a cor ideal.
   Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito) escolheu um rosa champagne  feminino e jovial e aproveitou para ostentar o maravilhoso anel de noivado que recebeu de Mr Darcy.
     Jane Bennet (Orgulho e Preconceito) também quis mostrar seu lindo anel de   futura Mrs. Bingley e combinou usando um tom lilás bem suave.
    Elinor Dashwood (Razão e Sensibilidade) prefere algo básico, então optou por um tom de areia bem suave.
   Catherine Morlan (A abadia de Northanger) gostou dos desenhos nas unhas. Escolheu uma base com "poás"  rosa e amarelo.
    Emma Woodhouse (Emma) quis algo alegre e moderno e pediu um turquesa claro.
    Mary Crawford (Mansfield Park) é uma dama refinada e gosta de exibir suas mãos de "femme fatale" com lindas jóias e o tradicional vermelho "love that red".
   Miss Bingley (Orgulho e Preconceito) gosta de suas unhas mais longas (afinal não move uma palha) e optou pelo lindo cor de uva, combinando com a ametista do anel.
    Marianne Dashwood (Razão e Sensibilidade) também gosta de unhas longas, mas foi de "francesinha", jovem e delicado.
    Lydia Bennet (Orgulho e Preconceito) gosta de inovar. Um cinza claro com estrelinhas azuis é próprio de uma adolescente sonhadora e que vive no "mundo da lua".
  "Kitty" Bennet (Orgulho e Preconceito) achou o máximo saltear coraçõezinhos cor-de-rosa sobre uma base incolor, puro romance adolescente.

    O esmalte como conhecemos hoje em dia só foi comercializado a partir de 1920, sendo assim, as tais heroínas não tinham acesso aos tais vidrinhos coloridos. Já pensou se tivessem???
Fotos:
jewelryexpert.com
auntiestreasures.com
dianavincent.com
buydiamondrings.org
the-engagementrings.com
essrigs.com
wwwemitations.blogspot.com
best-handmade.com
creativenails.ru
kupon.tambo.ru

domingo, 22 de julho de 2012

O guarda-chuva nas obras de Jane Austen

     Depois de perceber que apesar de a Inglaterra ser um país chuvoso e que em muitas passagens nas obras de Jane Austen falou-se sobre chuva ou tempo chuvoso, nunca via ninguém utilizando guarda-chuvas... Não pode ser erro da produção. A coisa parece meio proposital. Todos pareciam ser adolescentes (preferiam ficar encharcados a carregar um guarda-chuva). Cadê aquele famoso charme inglês do guarda-chuva nos braços??? 

     Emma utiliza um modelo, mas é para proteção do sol, coisa que as mulheres já utilizavam desde meados do séc. XVII. 


     Exceção de Fanny que salvo o erro, em uma passagem tem o auxilio de alguém que lhe oferece um guarda-chuva,
     E na versão de 1995 de Persuasão, em que o Cap. Wentworth também usa um:

      






(Se alguém lembrar de outro aparecimento do guarda-chuva, me avise). Será que esse equipamento tão tipicamente inglês era algo desconhecido na época de Jane Austen??? 

      Jane foi até a casa dos Bingley caminhando (de certo que foi a mando da Sra. Bennet), mas não poderia ter levado um guarda-chuva, já que o tempo estava incerto??? Chegou pingando e resfriada. 


     Elinor vai ao encontro de Edward Ferrars com um manto sobre a cabeça pra se esconder da chuva. 
    Edward por sua vez, está sem proteção, todo molhado rachando lenha... 


    Anne Elliot (2007) também aparece se escondendo da chuva quando se encontra com o Capitão Wentworth, que por sua vez também está correndo de tal.
Mr.Elliot também entra depressa pra se proteger...
Tira o chapéu todo molhado e ainda continua com classe...
e os dois saem até encontrar a carruagem (na chuva).

Elizabeth sai correndo na chuva e atravessa uma ponte procurando abrigo...
Chega toda molhada...
e encontra Mr. Darcy, também do mesmo jeito.
    Catherine Morland e John Thorton enfrentam um tempo bem chuvoso durante um passeio "muito agradável" e nem uma carruagem com cobertura  ou guarda-chuva. 
     Marianne sai com Margareth para um passeio em um tempo "esquisito" e ninguém pegou um guarda-chuva. Ficaram todas encharcadas e isso pareceu normal. 

   Willoughby  também estava no mal tempo e encontra Marianne.











 Novamente, Marianne sai pelo tempo chuvoso e frio sem levar o bendito guarda-chuva, procurando Combe Magna. Já sabem no que deu... 












    Ah! E Coronel Brandon da mesma forma, sai como não existisse guarda-chuva. E não existia mesmo!

    Lembrando que algumas cenas na chuva colocadas nas adaptações das obras de Jane Austen não estavam exatamente assim nos livros e foram acrescentadas para criar mais emoção e romantismo (como a cena da primeira proposta de Mr. Darcy à Elizabeth) quem produziu não fugiu à verdade: o equipamento em questão, estava começando as ser comercializado justamente nessa época e era praticamente inacessível, por isso é que as heroínas de Jane Austen aparecem sempre se escondendo em algum lugar ou molhadas. 

   A origem do guarda-chuva é incerta, provavelmente na China, no séc. 11 a.C., sendo também comprovado seu uso em épocas semelhantes no Egito, Grécia e Índia, mas foi no Japão que ele foi difundido com lindos modelos e cores. 

 A princípio os guarda-chuvas não eram propriamente "guarda-chuvas", eram "guarda-sóis", pois eram utilizados para a proteção contra o sol e inicialmente foi projetado com fins religiosos. A própria palavra que deu origem ao nome em inglês "umbrella", veio da palavra de origem latina, umbra, que significa sombra e o modelo foi inspirado na copa de uma árvore, que oferece uma ótima sombra. 

    As mulheres francesas popularizaram o uso do guarda-sol durante o século XVII e XVIII, visto que a moda era uma pele branca como porcelana. Senhoras e senhoritas inglesas podiam ser vista em 1676 com guarda-sóis delicados, com rendas, eixos ósseos, brocados e alças feitas com metais preciosos e jóias. Tornou-se um item popular e imprescindível na moda do séc. XVIII. 

    Em meados do século XVIII, o filantropo Jonas Hanway foi o primeiro a usar um guarda-chuva (como o próprio nome diz) em público na Grã-Bretanha.
   Os primeiros eram feitos de seda oleada com pesadas molduras de madeira que tornava difícil o abrir e fechar quando molhados. 

   Inicialmente foi ridicularizado e tido como um acessório feminino, depois o acessório acabou por incorporar-se ao cotidiano dos britânicos, que até hoje não saem de casa sem carregar um guarda-chuva pendurado no braço e sem dúvida as intempéries do clima inglês garantiram o sucesso do equipamento. 

     Essa nova moda foi popularizada pelas casas de café, onde guarda-chuvas foram mantidos para clientes se abrigarem da chuva ao caminhar para suas carruagens. Foi durante este período que a distinção entre um guarda-sol e um guarda-chuva passou a existir. 

    Em 1930 os guarda-sóis femininos começaram a desaparecer, pois uma pele bronzeada tornou-se moda. 

   Ultimamente, tenho visto várias senhoras e até mesmo as mais moças, com suas "sombrinhas" abertas nos horários em que o sol é mais forte. Ninguém quer se arriscar a ter problemas com os raios ultravioletas e pelo jeito, parece que a moda está voltando, ou pelo menos ninguém mais se importa em ser chamado de antiquado. 
Fontes e fotos:
janeausteninvermont.wordpress.com
janitesonthejames.blogspot.com.br
lulabulle.neufdecoeur.com
myprideandprejudice.com
oakthriftumbrellas.com
historynetshop.com


quinta-feira, 7 de junho de 2012

"A personalidade de Fanny Price"

Jane Austen e a personalidade de suas heroínas (parte 7)
          Temperamento “NF”, “Visionários”.
     O INFJ é o “Conselheiro”ou “Confidente”.
   (Expliquei melhor sobre esse tipo de análise aqui).
   É considerada a mais raras das personalidades, somente cerca de 2% da população mundial, na maioria mulheres, é INFJ.
     São pessoas preocupadas, delicadas, complexas e sensíveis. Fazem de tudo para ter a satisfação em ajudar os outros e ter paz. INFJ’s  são maravilhosos ouvintes, muito empáticos e intuitivos. INFJs são reservados e profundamente comprometidos com suas crenças. Estão sempre trabalhando “por trás dos bastidores” em favor das pessoas.
     Um INFJ possui seu comportamento ações e reações baseados na seguinte pirâmide:
     A hierarquia de um INFJ é a seguinte:
Dominante: Introvertido
Auxiliar: Emocional
Terciário: Intuitivo
Inferior: Julgador
     Levando em consideração que cada personalidade tem uma ordem única de cognições mais relevantes. (Se quiser saber mais detalhes sobre essa hierarquia, veja aqui).
     INFJ’s vão além das aparências e coisas superficiais. Têm excelente memória, conhecimento e são sempre bem informados. Gostam de estar em seu mundo interior, com suas metáforas, idéias, perspectivas, histórias e teorias, o que lhe dá um comportamento consciente e sábio. Gostam de escrever e podem se tornar excelentes escritores por serem criativos, artísticos e viverem num mundo de possibilidades ocultas, onde definem e redefinem as prioridades de suas vidas.
      INFJ’s têm o conhecimento das coisas por sua intuição e não sabem muito bem explicar isso, daí o fato de serem tão bons em dar conselhos, geralmente certeiros.
    Geralmente são solitários e introspectivos e profundos, demonstrando seus pensamentos, intenções e sentimentos somente àqueles de muita confiança. Tipicamente difícil de ser incompreendido, pode guardar segredos nunca revelados.
      As pessoas próximas estimam muito um INFJ, enxergando suas qualidades especiais e a importância com que eles tratam as pessoas não deixando que se magoem, pois são muito calorosos. São perfeccionistas e sempre acham que não utilizam todo seu potencial, por vezes se sentem tristes por se culparem em não ser mais útil.
     Têm um forte sistema de valores, amam a família, criam laços fortes e são super protetores, fazendo o melhor que podem.
      Estão em verde, traços relevantes de um INFJ muito evidentes em Fanny Price, segundo a obra "Mansfield Park', de Jane Austen:
Traços positivos:
Intuitivo
Conselheiro
Caloroso
Prestativo
Cooperativo
Empático
Idealista
Pronto a ouvir
Sentimental
Perfeccionista
Amoroso
Guarda segredos
Prezam família e amigos
Compreensivo
Excelente memória
Escreve bem
São inteligentes
Traços artísticos
Dá conselhos com sabedoria
Traços negativos:
Dificuldades em demonstrar sentimentos
Não tem muita compreensão de suas intuições
Têm valores firmados e acredita neles
Pode ser solitário
Não aceita muito atitudes fora de seus padrões e valores
Pode ser inseguro em tomar rápidas decisões
Podem ter expectativas irrealistas dos outros
Podem ser impacientes com as fraquezas dos outros
Podem ser tensos e vir a ter problemas de saúde

       Um INFJ necessita de atividades que o faça relaxar. Talvez fosse por isso que Fanny gostava de cavalgar. Pode ser que esses passeios lhe aliviavam o stress, as tensões e a fazia esquecer tia Norris...

     Se Fanny Price pudesse ter escolhido uma profissão como uma mulher de nosso século, provavelmente teria optado por ser:
Médica
Consultora
Professora infantil
Pedagoga
Psicóloga
Psiquiatra
Dentista
Desenhista
Escritora
Bibliotecária
Recursos humanos
Musicista
Assistente social
Missionária

     Fanny "provavelmente gostava" de usar roupas mais sóbrias, como sua personalidade introspectiva.     
    Marinho, vinho, cinza, verde-musgo e marrom para as cores mais escuras e branco e tons azuis a violáceos para as mais claras, caem bem em pessoas meigas, que gostam de ser reservadas, além de que tons de roxo são os preferidos de pessoas que têm certeza de suas opiniões e convicções, mesmo que não expressadas.

      Os perfumes da família olfativa: floral-frutal, são os que mais combinam com a personalidade de Fanny: Os atuais que provavelmente estariam em seu toucador:
  • Outspoken -  Fergie
  • Ô de orangerie - Lancôme
  • Aqua allegoria – jasminora - Guerlain
  • Mon jasmin noir- Bulgari

   Famosos com a personalidade de Fanny Price (INFJ):
  • Goethe – poeta
  • Martin Van Buren- presidente americano
  • Mel Gibson – ator e cineasta
  • Michael Landon – ator (Little house on the prairie)
  • Nathan – Profeta de Israel
  • Nelson Mandela – presidente da África do Sul
  • Nicole Kidman – atriz
  • Ophah Winfrey – apresentadora de TV
  • Robert Burns – poeta
  • Tom Selleck – ator
Fonte:inspiira.org/mypersonality.info/personalitymax.com
Outros tópicos desta série:
Jane Austen e a personalidade de suas heroínas 1
Jane Austen e a personalidade de suas heroínas 2
A personalidade de Anne Elliot
A personalidade de Jane Bennet
A personalidade de Emma Woodhouse
A personalidade de Marianne Dashwood
A personalidade de Fanny Price
A personalidade de Elinor Dashwood
A personalidade de Catherine Morland
A personalidade de Elizabeth Bennet
Outros tópicos relacionados:
Mr. Darcy e Elizabeth Bennet


quarta-feira, 25 de abril de 2012

A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 8)

"A beleza de Fanny Price"
   

"...parecia ter tanto medo de ser notada e elogiada como as outras mulheres têm medo de ser esquecidas." (Mansfield Park - cap. 21)

    Fanny Price é a mais polêmica das heroínas de Jane Austen, muitos até mesmo contestam esse título a ela. 
 Tadinha... Vejo Fanny como uma menina demasiadamente sofrida, tímida, introspectiva, sem coragem pra discordar de nada, (não que ela não tivesse sua maneira de ver a vida) até mesmo um tanto depressiva.
  Muitos leitores se irritam com o comportamento de Fanny e acham que um romance longo como "Mansfield Park" não merece uma heroína sem sal e sem açúcar como ela. Mas afinal: o que Jane Austen nos mostra com Fanny?
    Acredito que no quesito "beleza", Fanny  era  uma moça bonita, mas sua condição em casa dos Bertram, abafava sua beleza, até mesmo a interior. Não tinha muitas vaidades e sua timidez não deixava que ela fosse diferente, aliás, nem a timidez, nem Tia Norris, que fazia com que Fanny sempre lembrasse "onde era seu lugar", deixando claro que ela era inferior aos outros em seu redor. 


— Seu tio acha você muito bonita, Fanny — essa é que é a verdade... qualquer pessoa, menos você, havia de se ressentir por não ter sido achada muito bonita há mais tempo; mas a verdade é que seu tio até agora nunca a tinha admirado — e agora ele a admira. Sua pele está tão bonita! E você ganhou tanto em aspecto! E o seu porte — não, Fanny, não vire o rosto — é apenas um tio. Se você não pode suportar a admiração de um tio, que será de você? Você deve realmente ir se acostumando com a ideia de ser admirada. Deve se habituar a ser uma mulher bonita. 

— Oh! Não fale assim, não fale assim, exclamava Fanny, perturbada por sentimentos que ele não poderia adivinhar... (Edmund e Fanny - Mansfield Park)
Frances O'Connor, como Fanny, MP 1999

     Fanny Price, ao meu ver, é o oposto de Emma Woodhouse: enquanto Emma é rica, bonita, de excelente senso de humor, tem liberdade pra dizer o que quer, é admirada por todos e tem elevada auto-estima, Fanny é pobre, reservada, séria, não tem tempo para pensar em si, mostra muito pouco o que sente, tem medo de tudo o que fala, não tem liberdade no que diz, é humilhada e vítima de preconceitos e por conseguinte, tem sua auto-estima lá em baixo.
Sylvestra Le Touzel, como Fanny em MP 1983
     Jane Austen não nos mostra Fanny como  "Cinderela", a bela moça transformada em criada, Fanny era alguém comum, com atrativos que todos nós temos, uns mais, outros menos. Como é que a "pobrezinha" poderia tentar ser bonita, com as primas Maria e Julia consideradas muito melhores e com Mary Crawford, quase uma diva, admirada pelo primo que ela amava? Era batalha perdida.

     Aliás, esse tipo de "batalha" é bem semelhante em "Esposas e Filhas" (Elizabeth Gaskell), onde Molly observa sem ação, Cynthia, sua irmã (filha de sua madrasta), bela e devastadora de corações ficar noiva de Roger, a quem ela amava. Quieta e resignada, nada faz para que Roger perceba que Cynthia não será uma esposa adequada. Assim como Edmund, Roger no final, reconhece seu amor por Molly.
Molly e Roger
     Acho que qualquer um de nós na situação de vida de Fanny não conseguiria ser diferente. Apesar de tudo, ela sempre se mostra calma e lembra muito Anne Elliot, resignada, preocupada com os outros, de lado, desprezada, mas com belos sentimentos e um bom coração.
     Quanto à aparência física, imagino Fanny com os cabelos escuros como na versão de 1999 (embora não tenha gostado dessa versão; foge da obra verdadeira e é muito apelativa pra Jane Austen). Já a Fanny loira da versão de 2007 é um horror. Pra mim, nada a ver aquele cabelo com cara de descolorido e  a atriz Billie Piper não caiu bem no papel, sem contar que a versão também viaja...não é fiel à obra. 
Billie Piper como Fanny - MP 2007


     Acho que apesar de  ter os cabelos mais claros, a melhor Fanny é a de 1983, achei ela com todo esse aspecto de pessoa que faz tudo pra agradar e não consegue, sem contar que é a versão mais fiel ao livro.
    Bom, contudo, apesar de alguns até se irritarem pelo fato de que Fanny tenha se saído bem no final, acho que ela mereceu ter um final feliz, depois que quase todos, cheios de dinheiro e hipocrisia estavam quase desmoronados , Fanny ainda se conservava ali, com sua "tímida" beleza, que poucos conseguiram ver, além de Edmund Bertram.
fotos: serieuk.blogspot.com
         depoisdotrampo.com.br



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