quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A escolha é das damas

Cavalheiro no tempo de Jane Austen
escolhendo qual será sua parceira
para a próxima dança.
     Que maravilha se sempre tivesse sido assim: "As damas escolhem" ! Aqui estamos falando especificamente de um parceiro para dançar, mas em vários aspectos isso teria sido muito bom.
     Uma cena linda que sempre me lembro é a de "Ao mestre com carinho" ("To sir, with love"/1967)
onde  Pamela Dare (Judy Geeson) tira o professor Mark Thackeray (Sidney Poitier) para dançar na formatura. Achei tudo tão simples e tão singelo! O professor Mark (um engenheiro, na verdade), todo certinho e disciplinado, tentando aprender a dança a qual ele não estava acostumado, os passos, os alunos outrora rebeldes, agora transformados observando... Lulu, a cantora que no filme interpreta uma aluna, anuncia the Ladies' choice (a escolha das damas). Que bom para  Pamela, que ruim pra Elisabeth Bennet  ("Orgulho e preconceito") que mesmo tentando convencer Mr. Darcy quão bom era dançar, 
Captura de tela - 
"Orgulho e preconceito" - 2005
não conseguiu que ele se habilitasse... Pelo que conheço Lizzie (sou uma antiga amiga) ela amaria escolher seu par ao invés de ficar esperando que alguém lhe pedisse a próxima dança, sendo  Mr.Darcy ou Mr. Collins, mas... minhas comparações entre as duas situações vão além (capturas de tela de "Ao mestre com carinho"/1967 e "Orgulho e Preconceito"/1995 e 2005):
A "orquestra"
As beldades femininas
As beldades masculinas
Os vestidos brancos...o de Lizzie
em musselina e o MARAVILHOSO 
em crochê de Pamela (quero um!)
Quando a escolha é masculina
e quando a escolha é das damas
Tentando acertar o passo,
cada um do seu jeito
Ainda acertando o passo e ainda...
cada um a seu jeito...
Passo acertado ou...uma síncopa
     Então, pra quem achou que essas duas passagens não tinham nada a ver, vou colocar as comparações (claro, que minha mente fez).

  • Ambos se passam na bela Inglaterra
  • Um, digamos em 1813 e outro 1967
  • Um, onde a mulher é submissa, outro em plena emancipação feminina
  • Duas moças bonitas e decididas.
  • Em um, a dama se dá conta que está apaixonada por quem sempre desprezou e foi contra suas idéias e atitudes; em outro, a dama se apaixona por aquele que achava um "careta" e que igualmente não aprovava suas atitudes e idéias de disciplina e regras.

   Parece a mesma coisa... Pois é... É o amor... Em qualquer época.
    
  Essa cena ("Ao mestre com carinho"), eu guardei por muitos anos e me lembrava até da música; acho que assisti numa Sessão da Tarde quando tinha por volta de 13 anos (faz tempo) e nunca mais vi, fui assistir novamente depois de muitos anos e me emocionei da mesma forma de quando era adolescente. 
Sidney Poitier é um ator excelente e essa cena do professor Mark tentando achar o ritmo e o passo para acompanhar a jovem Pamela no maior estilo anos 60 é muuuiito linda! E o vestidinho branco de crochê? Babei!
    Coloquei aqui o vídeo com a cena da dança, seguida de Lulu cantando o inesquecível tema "To sir with love". Espero que vocês "babem" também e não chorem muito até o fim do vídeo.
     O filme completo está aqui pra quem ainda não teve a oportunidade de ver. É um clássico. Vale muito a pena.
    Lições de vida e romance...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quando vovó era moça... o primeiro aniversário do blog!

Quando vovó era moça...tantas diferenças com o passar do tempo.
Quando vovó era moça...as mulheres tinham mais amor próprio e os homens amavam mais as mulheres que se amavam e se respeitavam...
Quando vovó era moça...as mulheres se vestiam com feminlidade e não com vulgaridade e até hoje as roupas vintage  cativam: os corselets, as ligas, as rendas, cintura marcada...
Quando vovó era moça...as pessoas ouviam e davam valor à boa música e aos bons livros...
Quando vovó era moça...os longos cabelos eram primordiais,; os penteados, cachos... as mulheres já perceberam isso e voltaram a encantar o público masculino com lindas madeixas em pleno século XIX.
Quando vovó era moça...os filhos respeitavam os pais, os mais velhos, os professores...
     Mas alguém poderá dizer:
- Mas naquele tempo o mundo era muito mais machista. A mulher não tinha vez, não podia trabalhar, votar, decidir... Pois é...e ai (me) pergunto:
- Porque hoje os divórcios saem mais rápido do que os casamentos? Onde está o romantismo que tantas mulheres sentem falta? Pra conseguir toda essa liberdade que temos hoje, foi necessário que mulher chegasse a ser a degradar tanto???
     Não adianta! Não curto esse total grito de alforria!!! Gosto de ter liberdade mas também de ser paparicada, de receber cuidados como as antigas divas. Gosto quando meu marido tem cuidado comigo, me dá presentes e me trata com todo romantismo como nos tempos da vovó (das bisavós, tataravós...). Sou antiga; cultivo boas sementes e bons conselhos e graças a Deus sou feliz!!!
Quando vovó era moça...tempinho cheio de ternura...

Foto:
lovepicturesgallery.com

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os 146 anos de Laura Ingalls Wilder

     Laura Elisabeth Ingalls, nasceu em uma cabana de troncos no estado de Wisconsin, Estados Unidos a 7 de fevereiro de 1867. Casou-se com Almanzo Wilder aos 18 anos e tornou-se Laura Ingalls Wilder.

     Laura é uma grande escritora americana, a melhor, ouso dizer; as lições de vida contidas em seus livros biográficos, a ternura, a alegria com que passa isso ao público é única.
     Dificuldades, namoricos, a infância a juventude, as mudanças com a família em busca do Oeste americano, é tudo muuuuiiito bonito.

Laura com cerca de 14 anos
     Laura publicou seu primeiro livro "Little house on the praire" e depois não parou mais. A série foi publicada entre 1932/1943. Quem incentivou Laura a escrever sua história foi a própria filha, Rose Wilder Lane,
Rose, por volta de 1908
que era jornalista, escritora e foi também correspondente de guerra no Vietnã. Via na mãe um grande talento e não errou, pois Laura já era uma senhora quando começou a escrever.
     A casa em que passou seus últimos anos se transformou em um memorial/museu e recebe milhares de visitas durante o ano todo.
     Os livros de Laura Ingalls Wilder podem ser lidos por todos, dos 8 aos 100 anos, sem medo de errar.
Adaptação para a TV de 1974 a 1983
Laura faleceu em 1957 aos noventa anos,
e deixou escrito 10 livros (nove de uma série e mais um diário de viagem).
Livros de Laura Ingalls,
também com tradução para o português
     Já li e relí vááááárias vezes... Recomendo muito!    
     Bom, fica então esta homenagem aos 146 anos dessa maravilhosa escritora.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os livros e o "eReader"

     Há algum tempo soube sobre os "eReaders". São quase do tamanho de um tablet, pouco maiores que um celular (podendo variar um pouco de um modelo para outro). Quando vi  o Kindle na Amazon, achei o preço um tanto salgado, com frete, etc. e também havia o fato de que os livros em português eram escassos. Achei que com certeza não era o momento e havia uma grande chance de logo ser lançado no Brasil.
     Essa semana, procurando por um atlas escolar pra minha filhinha na Livraria Cultura, me surpreendi com três LINDOS modelos do Kobo Touch eReader. 
     O preço também me deixou surpresa: vão de R$249,00 a R$499,00 (se não engano) e podem ser divididos em até 10 vezes sem juros!!! É muito?! Tem mais: as obras de Jane Austen (em português) estão disponíveis:
E "Emma" bilingue:
      Ficou difícil resistir (ainda estou tentando...).
     Ler em qualquer lugar, com o tamanho de letra escolhido, praticidade e comodidade, sem ter que ficar torcendo o livro, marcando páginas, vários livros em um só lugar (armazenam 1000 livros e alguns modelos tem opção pra cartão de memória e podem armazenar 30.000)... Mas...livros...livros...eles me encantam! Bibliotecas me encantam, os novos, os antigos, as capas...o cheiro... Só fã de carteirinha de livrarias. E aí? Dura decisão! Amo ler, mas amo livros. Vamos ver até quando vou resistir...
Foto:
publicdomainpictures.net

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Clássicos para crianças de todas as idades


   






    
    



           Acho que perceberam que a coisa por aqui está meio devagar. Me perdoem, mas essas férias... Aliás certa vez me disseram que a definição de férias seria: 
"Um período de tempo muito esperado para se fazer tudo que não se faz normalmente, mas quando chega, já acaba e nos deixa frustado quando vemos que não fizemos nada".
Filosófico e comovente...(ou seja, nas férias não se faz NADA). Esse nada significa dormir até mais tarde com as crianças, passear no shopping e esperar muuuiiito tempo na Fnac pra que eles vejam tudo o que têm direito, fazer biscoitinhos pra que  além de comer, possam cortar com o formato preferido e enfeitar, viajar, brincar, enfim, o NADA que quero dizer é NADA de trabalho, aquelas arrumações nos armários, uma redecorada na casa... mas, se Deus quiser fica pra 2013, rsrsrs.

     E cá estou eu observando as flores, entre minha leitura de "Emma", meus crochês (que amo fazer, além de ser relaxante) e as aventuras com as crianças, já que o papai não tirou férias e só aproveita as diversões nos feriados e finais de semana.
  Contudo, uma coisa não poderia passar desapercebida! Aproveitei as férias para apresentar às crianças dois clássicos da literatura adaptados em vídeo, da americana Frances Hodgson Burnett: "O jardim secreto" , e "A princesinha" . 

Primeira versão do
clássico com
Shirley Temple - 1939
     Já havia assistido há muito tempo, tipo "Sessão da tarde", e resolvi ver com eles; minha filha, que já está com quase 9 aninhos, se emocionou, meu pequeno que ainda não tem 6, se divertiu com as travessuras das crianças.
Capturas de tela de "O jardim secreto", 1993

     As obras mostram como o amor e simples atitudes mudam até mesmo o coração frio de um adulto.
Capturas de tela de "A princesinha" 1995
    É muito interessante ressaltar que nessas obras, os protagonistas são crianças e elas se identificam com isso. Mas são filmes (livros) pra todas as idades. Os roteiros são lindos; as paisagens do inicio do século passado em Nova York e na Inglaterra, os campos, os figurinos, as crianças, tudo muito bonito e com uma boa dose de diversão.
     Frances não escreveu uma segunda parte para "O jardim secreto", mas foi produzido também um filme com essa continuação: "Back to the secret garden", mas esse eu ainda não conheço. 
     Falta ver agora a adaptação, do primeiro livro da autora, "O pequeno Lorde" , que eu não conhecia,  mas o enredo me pareceu bem interessante, embora  os outros dois sejam mais famosos.
      Recomendo bastante, mesmo pra quem não tem crianças em casa e muitas vezes não tem tempo pra ler os livros (como minha mãe, que prefere ver os filmes das adaptações dos clássicos).

       Enfim, férias é isso aí: curtir!!!